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Liberdade |
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O povo brasileiro é produto de uma intensa miscigenação: e os japoneses também se estabeleceram em grande número em São Paulo. E é claro que pessoas trazem com elas suas respectivas culturas. Esta é a mais cabível explicação para a formação do povo brasileiro. Uma mistura de etnias, costumes e culturas. O bairro da Liberdade, em São Paulo, é o único lugar do país que imita ruas japonesas. Se tornou oficialmente um bairro japonês em 1969, mas antes de os japoneses se instalarem na região, italianos habitavam o local. Em São Paulo está a maior colônia japonesa do mundo, isto é, a maior concentração de japoneses fora do Japão. E andar pelas ruas estreitas, fazer compras, ver as luzes das típicas lanternas orientais suzuranto, os letreiros bilíngües e verticais, as cores, os aromas, a feira de artesanato, o jardim, o portal...tudo isso se tornou típico em São Paulo. De uma hora para outra, parece que se mudou de país. E a atmosfera é mesmo diferente. Além de dezenas de restaurantes orientais, clubes de karaokê, as pessoas são muito interessantes: Nem todos falam português. A linguagem por meio dos gestos é muito usada, e a impressão é a de que se está muito, mas muito longe de São Paulo. A principal rua da região é a Rua Galvão Bueno, aonde estão alguns dos principais pontos do bairro. No bairro da Liberdade há ainda um SOGO plaza Shopping, com lojas de artigos vindos do oriente. É comum se ver espadas, sinos, incensos e imagens de buda nas prateleiras e vitrines das lojas. Nas bancas de jornais, muita coisa em japonês: jornais, livros e revistas. Kimonos, lustres e artigos de culinária. Durante alguns dias do ano, as tradições japonesas dominam as ruas: anualmente são promovidos no bairro o Dizo Matsuri, que celebra o nascimento de Buda, o Tanabata Matsuri, Festival das Estrelas e o Toyo Matsuri, festividade de encerramento do ano. Há também aos domingos, a feira de artesanato com artigos variadíssimos, desde leques de madeira, até os estranhos limpadores-de-língua. A Liberdade é um bairro que mostra sua identidade e sua cultura nas ruas, nos prédios, no sorriso das pessoas. Parte de uma cidade-mundo chamada São Paulo. Como chegar: Estação
Liberdade do Metrô |
A proximidade com o centro da cidade: Na foto, a praça da Liberdade, aonde fica a entrada para a estação Liberdade do metrô de São Paulo. Foto: Stefan Rath.
Letreiros verticais são mais comuns do que em qualquer outro bairro de São Paulo. Bilíngües ou não.
O portal no fim do viaduto é outra marca do bairro. Nos viadutos, as grades de segurança são vermelhas.
As típicas lanternas orientais suzuranto chamam a atenção de todos. As ruas da liberdade lembram mais a cultura japonesa do que muitas ruas de cidades realmente japonesas.
Durante a noite, o comércio fica fechado, mas os restaurantes orientais continuam abertos. |
bravenet.com