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Prefeitura lança
projeto para levar "vida" às praças da cidade
O projeto é mais uma ação da
atual gestão no sentido de recuperar as praças e os espaços públicos
da capital.
A Prefeitura de São Paulo quer
transformar as 4.400 praças da cidade em espaços “vivos”. A idéia
é que além de receberem manutenção e servirem como áreas de contemplação
e descanso, as praças públicas sejam apropriadas pela comunidade, como
espaços pedagógicos, de lazer e de manifestações culturais diversas.
O projeto, intitulado PraçAção, foi anunciado pelo prefeito nesta terça-feira
(04/10), em conjunto com diversos secretários municipais, cujas pastas
participam do programa, bem como a Secretaria de Verde e Meio Ambiente.
“A meta é chegarmos até 2008 com todas as praças tendo alguma
parceria, mas se atingirmos 70 a 80% dessa meta já teremos satisfeitos
boa parte da nossa vontade, que é a de melhorar as condições ambientais
dentro da nossa cidade e com incentivo à coletividade”, disse o
prefeito.
O projeto é mais uma ação da atual gestão no sentido de recuperar as
praças e os espaços públicos da capital. Em abril, o prefeito assinou
decreto (45.850/05) que definiu novas regras para as parcerias na conservação
e manutenção de áreas públicas, com o intuito de desburocratizar o
processo e estimular o interesse da iniciativa privada (pessoas físicas
ou jurídicas).
As subprefeituras passam a manter cadastro atualizado dos bens públicos
disponíveis para cooperação, contendo informações sobre seu estado de
conservação, área ou extensão, equipamentos/ mobiliários urbanos ali
existentes e os serviços passíveis de parceria. O decreto determinou
também a criação de um cadastro centralizado sob a responsabilidade da
Secretaria de Coordenação das Subprefeituras.
Desde então, 70 praças foram adotadas em várias regiões da cidade e
outras 112 já estão em processo de adoção. As praças Marcio Beck
Machado (Cidade Tiradentes), das Nações Unidas (Pirituba), Lazar Segall
e Mokiti Okada (Vila Mariana) e Altemar Dutra (Ipiranga) são alguns
exemplos das adotadas a partir do decreto.
Pelo convênio, o parceiro (pessoas, associações ou empresas) faz a
manutenção e pode implantar um projeto paisagístico na praça, e a
subprefeitura local supervisiona. Em troca, o parceiro pode colocar no
espaço público adotado placas publicitárias, de acordo com os critérios
de lay-out, tamanho e número de peças estabelecidos.
Com o PraçAção, a Prefeitura espera não só estimular mais parcerias
como essas, mas chamar os cidadãos para as praças, para que elas deixem
de ser apenas espaços de contemplação, tornando-se verdadeiros espaços
de ação. “Não queremos apenas praças bonitas, limpas e bem cuidadas.
Queremos praças ativas, dinâmicas, que tenham o processo de participação
da comunidade como um ato constante”, explicou o secretário de Coordenação
das Subprefeituras.
Para tanto, o PraçAção também contempla a participação de escolas
municipais e estaduais, a começar por 44 praças adotadas por 47 escolas
municipais, como a Praça Pinheiro da Cunha, no Ipiranga, visitada pelo
prefeito em agosto e mantida com a ajuda da Escola Municipal de Educação
Infantil (EMEI) Milton Improta.
A Secretaria Municipal de Educação fará a ponte com as demais
secretarias envolvidas para a intensificação dessa prática em escolas
que possuam praças próximas, desenvolvendo atividades de conservação,
consciência ambiental, recreação, estudo do meio, entre outras, de
forma integrada ao Programa São Paulo é Uma Escola (Pós-Escola).
No caso das escolas estaduais, a parceria está garantida. Em caráter
experimental participarão do projeto 26 escolas, duas em cada uma das 13
diretorias de ensino da capital. Este mês começa a capacitação dos
agentes estaduais em oficinas ministradas pelos técnicos da Prefeitura.
Os próximos passos do Projeto PraçAção são o incremento do número de
escolas participantes e a captação de mais parceiros junto à iniciativa
privada. Esse trabalho de captação está sob a tutela da Secretaria
Municipal de Participação e Parceria, com o auxílio de um funcionário
de cada Subprefeitura.
“Estamos incentivando os subprefeitos a terem um funcionário que se
transforme em uma espécie de “caixeiro viajante” de apresentação da
praça, para que a Prefeitura não fique esperando o interesse do empresário”,
explicou o secretário das Subprefeituras.
Segundo a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, a Prefeitura
fornecerá todos as ferramentas necessárias para a participação da
comunidade, como máquinas, grama, terra e flores.
“Evidentemente, que na medida em que houver um empresário ou uma ONG
que possam colaborar, reduzimos os nossos custo e investiremos em outras
áreas que não têm nenhuma capacidade de atrair parceria”,
complementou.
As subprefeituras têm realizado, de forma contínua, a conservação de
áreas verdes e poda de árvores na cidade. De janeiro até 30 de
setembro, 49.082 árvores foram podadas, 7.561 removidas e 10.225
plantadas. Nesse período, também foram cortadas 59,5 milhões de m² de
áreas ajardinadas (grama), e pequenas reformas foram realizadas em 36 praças.
FONTE: PORTAL DA PREFEITURA DA
CIDADE DE SÃO PAULO, 04 DE OUTUBRO DE 2005. |